Friday, November 27, 2009

Mitos e verdades sobre o Google Earth

Eduardo Freitas*

Você sabia que o Google recebe mais de 10 mil sugestões por hora de usuários para correção dos mapas online? É isso mesmo: são mais de um milhão de indicações dos internautas a cada quatro dias com correções em nomes e direções de ruas.

Com 500 milhões de usuários em todo o mundo, o Google aproveita sua experiência com o mapeamento colaborativo e o acesso simultâneo a dados para oferecer ferramentas corporativas do Google Earth e Maps.

Porém, ainda há muitas dúvidas sobre o Google Earth. As imagens são em tempo real? Quando o Google atualiza os mapas? É possível usar tudo de graça? As versões corporativas têm mapas mais recentes?

O principal mito recai sobre as imagens "online". Séries televisivas como "24 Horas" e filmes como "Inimigo de Estado", que mostram agências governamentais usando satélites para filmar o que está acontecendo, não passam de ficção. As imagens do Google Maps e Earth são obtidas por satélites e aviões com câmeras digitais, geralmente de propriedade privada. Após a aquisição dessas fotos, o Google faz parcerias com as companhias para disponibilizar os dados.

Outra dúvida é sobre a atualização das imagens, já que o Google não disponibiliza uma previsão de quais áreas terão melhores dados. Só é possível saber que uma cidade ou área rural tem dados novos após a publicação das imagens de satélites ou fotos aéreas. Já os dados vetoriais, como ruas e limites de bairros, são obtidos por meio de parcerias com empresas que produzem mapas.

Outro mito das ferramentas de mapas é que tudo está lá de graça. A versão free realmente está disponível para qualquer usuário fazer o que bem entender do software. Pode-se até mesmo usar a versão grátis para publicar informações e disponibilizá-las para outros internautas. Porém, caso um aplicativo precise de login e senha para ser acessado - por assinantes de um serviço, por exemplo - aí é necessário obter uma licença profissional do Google Earth ou Google Maps.

Com a introdução de ferramentas corporativas no mercado, existem dúvidas sobre a atualização e disponibilização dos dados. As opções para empresas têm alguns diferenciais, como a possibilidade de imprimir imagens com melhor qualidade ou de obter suporte técnico, porém a base de dados com mapas e imagens de satélites é exatamente a mesma da versão free. O que muda é a inclusão de ferramentas de medição de área e importação de arquivos de geoprocessamento.

Há algum tempo, a criação de modelos em 3D e sua inclusão em imagens de satélite eram temas de trabalhos acadêmicos, mas agora qualquer criança faz o mesmo usando o Google Earth. Da mesma forma que o PC democratizou a computação, o Google popularizou o geoprocessamento.

* Eduardo Freitas é técnico em edificações, engenheiro cartógrafo, mestrando em geoprocessamento e editor da revista InfoGEO, publicada pela editora MundoGEO

A polêmica da revalidação dos diplomas médicos


Antonio Carlos Lopes*

Foi anunciado dias atrás que governo deve publicar no início de 2010 um edital com novas normas para o exame de validação dos diplomas de médicos formados no exterior. Estranhamente o comunicado não saiu do Ministério da Educação, órgão responsável por disciplinar tal matéria. Veio, sim, do Departamento de Gestão da Educação na Saúde, do Ministério da Saúde, por intermédio da diretora Ana Estela Haddad, durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, da Câmara dos Deputados.

Ressalto que a validação de diplomas de médicos estrangeiros, e principalmente de brasileiros formados em outros países, é um processo democrático e republicano. Contudo, são necessárias regras rígidas para não expor os cidadãos à incompetência profissional oriunda de modelos de formação inadequados ou insuficientes.

O que o governo tenta, na atual conjuntura, é mais um arremedo para esconder sua incompetência em conceber políticas consistentes para garantir a universalidade e integralidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Busca mão-de-obra barata, de qualidade contestável, para colocá-la a atender em regiões de fronteira, de difícil acesso. Enfim, parece que planeja oferecer medicina de segunda para os carentes e desassistidos.

A ladainha de mudar o formato da validação tem origem na opção do governo de reconhecer a qualquer custo os diplomas de médicos brasileiros formados na Escola Latino-Americana de Medicina de Cuba, a Elam. É um grupo ligado a movimentos sociais com o qual tenta-se saldar um compromisso político.

Aliás, um acordo de cooperação entre Brasil e Cuba deu início ao processo, ilegítimo, diga-se de passagem. Data de 23 de outubro de 2003, o primeiro projeto de decreto apresentado para tratar do “registro recíproco dos diplomas de graduação e pós-graduação stricto sensu, conforme o disposto no Protocolo de Intenções na área de Educação, Saúde e Trabalho, firmado entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República de Cuba”, levando a assinatura do então ministro da Casa Civil, José Dirceu.

Em passado mais recente, depois de buscar solucionar esse nó por meio de diversas outras propostas de normativas, o governo tirou da cartola um novo projeto para a validação que teria como piloto justamente os estudantes da Elam; favorecimento puro. Brecado pelos protestos e pelo bom senso de entidades médicas e de forças democráticas, trabalha agora para impor à sociedade mais uma invencionice.

São, acima de tudo, atitudes de cunho ideológico e caráter puramente eleitoreiro. Chama a atenção o fato de o Ministério da Saúde ter tomado a frente dessa ação por intermédio do Departamento de Gestão da Educação na Saúde.

Há vários desvios graves nessa história. A começar por estarem passando por cima do Ministério da Educação em assunto que somente ao MEC diz respeito. Mas os equívocos são uma freqüente naqueles que respondem por disciplinar a formação no Brasil atualmente. Há pouco, por exemplo, acenou-se com a absurda oferta de 2.000 bolsas de residência médica para o eixo Norte/Nordeste, como se isso fosse resolver os problemas de escassez de assistência de qualidade em ambas as regiões.

Lamentável é que o governo dá poder a bacharéis em medicina que desconhecem o que é a residência médica. Residência é coisa séria; requer preceptoria competente, recursos humanos capacitados e materiais adequados ao aprendizado. É a pérola da coroa da graduação.

Faz três anos, foram oferecidas 250 bolsas de residência médica com finalidade semelhante. O retorno foi de apenas 20% de ocupação, sendo que, após um curto espaço de tempo, não havia nem 10%. Será que a experiência do passado recente não serve de orientação? Até quando teremos políticas inoperantes implantadas por quadros mais inoperantes ainda?

A residência médica é da alçada do Ministério da Educação, volto a frisar; mais especificamente da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). O Ministério da Saúde tenta há tempos se apoderar do processo, mas é uma ingerência que deve ser denunciada e combatida.

Conseguimos, recentemente, a aprovação da regulamentação da profissão do médico na Câmara dos Deputados, que deve se confirmar em breve no Senado. É uma conquista importante para quem conhece os meandros da política, pois representa um revés a aventureiros de passagem pelo poder. É mais uma ferramenta para a sociedade exigir uma medicina séria e de qualidade.

* Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica

Thursday, November 26, 2009

A verdade sobre a regulamentação da medicina

José Luiz Gomes do Amaral*

Faz algumas semanas, a Câmara dos Deputados deu demonstração de sensibilidade e compromisso social ao aprovar o projeto de lei 7703/2006, que regulamenta o exercício da medicina no Brasil. Trata-se de passo fundamental em busca da qualificação da assistência à saúde dos cidadãos.

O texto consagrado na Câmara, com importante contribuição do relator Eleuses Vieira de Paiva, na Comissão de Seguridade Social e Família, define claramente as responsabilidades dos médicos; e as que podem ser compartilhadas com os demais profissionais de saúde. Garante transparência à multidisciplinaridade e harmoniza o trabalho em equipe.

É inegável que a regulamentação da medicina representa avanço ao Sistema Único de Saúde, especialmente no que tange à assistência aos cidadãos que não dispõem de recursos para contratar plano de saúde.

Ainda assim, há quem se manifeste contrário ao PL 7703/2006. Por desatenção ou flagrante má-intenção, há quem argumente que interfere nas atividades de cirurgiões-dentistas, de médicos veterinários e de outros profissionais de saúde.

Dizer que a regulamentação da medicina limita o exercício dos demais profissionais de saúde é inverdade explícita. Está claro no artigo 4º do parágrafo 7º: “são resguardadas as competências das profissões de assistente social, biólogo, biomédico, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, profissional de educação física, psicólogo, terapeuta ocupacional e técnico e tecnólogo de radiologia”. Não há, portanto, qualquer razão para interpretar o PL 7703/2006 como restritivo. No caso da veterinária, então, não existe qualquer correlação, tendo em vista que os médicos cuidam de seres humanos.

Hoje vemos tentativas de distorcer a proposta de regulamentação da profissão médica, atribuindo-lhe características que não possui nem quer ter. É evidente que o PL não se sobrepõe às demais profissões da saúde. Mesmo assim, buscam criar polêmica e confundir opinião pública e também o Senado Federal.

Falta com a verdade quem tenta vender a idéia de que a regulamentação da medicina colocaria os demais profissionais de saúde em posição subalterna. Isso não existe no texto. Os médicos brasileiros têm total consciência de que não há profissão mais ou menos importante. O que é necessário, para o bom desempenho da assistência, é a definição clara das competências. Só assim garantiremos eficiência e segurança ao atendimento.

O PL 7703/2006 não cerceia os outros profissionais do sistema de saúde. Não impede que outros profissionais participem da realização de exames, mas reafirma que o diagnóstico é responsabilidade do médico. Dessa forma, apenas se propõe a transformar jurisprudência em lei. O projeto proposto também consagra o sentimento comum; afinal, a quem levamos, senão ao médico, nossos filhos, pais e amigos doentes para diagnóstico e orientação terapêutica?

Não há, portanto, nada que fuja a lógica e ao senso comum no atual projeto de regulamentação da medicina. Resta-nos, portanto, assim, esclarecer à sociedade sobre o real conteúdo da proposta, rebater falsos argumentos e aguardar a manifestação definitiva do Senado e da Presidência da República.

*José Luiz Gomes do Amaral, presidente da Associação Médica Brasileira

O QUE FAZER QUANDO A RESPOSTA É: - NÃO!


Janete Teixeira Dias*

Um NÃO redondo e sonoro, bem grande e cheio, daqueles que espantam os sonhos e nos enchem de medos e de tristeza, que explode na cara, bate na cabeça, quebra as pernas, atordoa, dá vertigem, dor de cabeça. Um NÃO maior que a capacidade de sorrir de tudo, maior que a determinação de levar a vida na boa. Um NÃO daqueles que dói no osso, dói na alma, abre feridas, queima, arde, faz sangrar. Quem já recebeu um NÃO desses na vida?

É possível que alguém, pela pouca idade, não tenha vivenciado uma situação dessas. Isso faz com que até duvide que algo assim possa acontecer. Entretanto, aqueles que, de alguma forma, já passaram por essa situação, sabem que é preciso fazer um grande esforço para se tirar algum aprendizado sempre que um cenário pouco favorável como esse se descortina a nossa frente. Mas como é difícil!

A vida é generosa e quase sempre diz “sim” a todos nós. Daí surge um desacostumar com os limites, com as barreiras, com as oposições, as objeções, os “nãos”. E quando eles teimam em surgir, causam estragos na autoconfiança, na autoestima.

Por vezes até podemos ter consciência da possibilidade de nossos planos, sonhos e desejos não virem a se concretizar. Mas somos movidos pela esperança e, apesar de considerarmos a possibilidade do não, tudo o que mais desejamos é receber uma resposta positiva para nossos investimentos - sejam eles de energia, afetos, finanças.

Mas nem sempre as coisas saem como imaginamos e daí acontece... A resposta chega e é um não.

Então, como reagir diante de um não? Será que existe uma receita boa, daquelas infalíveis? Pode até ser que exista, mas creio que ela ainda é desconhecida da maioria dos mortais. Entretanto, é possível compartilhar algumas pequenas artimanhas que são utilizadas quando se está diante de uma resposta negativa às nossas expectativas.

O não pode ser para uma oportunidade de trabalho, para um projeto profissional, para um aumento de salário, para uma promoção, para a aquisição de um bem, para mais autonomia ou liberdade de ação, pode ser inclusive para um relacionamento afetivo. Qualquer que seja a situação, será sempre uma barreira a ser transposta.

Uma negativa gera muitas vezes um sentimento de frustração, que pode vir seguido de uma vontade de destruir o objeto ou a pessoa responsável pelo impedimento às nossas ações. Contudo, dar asas a essa agressividade não é uma boa estratégia. Nessas horas, vale o velho conselho que nos convida a respirar fundo e contar até dez. A raiva não é uma boa companheira, nem boa conselheira. É preciso pensar em outras alternativas de ação.

Há vezes em que a saída é simplesmente sentar e chorar diante de um não. Chorar muito. Vem-nos um sentimento de pequenez, como se fôssemos a menor de todas as pessoas. Acha-se que o mundo está contra nós, um pequeno complô para provocar nossa desestruturação. Ninguém nos ama e ninguém pode nos ajudar. Resta-nos chorar e deixar que as lágrimas lavem nossa alma e nos acalmem, trazendo a paz ao nosso coração, para que, depois, apaziguados e com o olhar mais límpido, seja possível enxergar a situação de outra forma e encontrar uma nova oportunidade para prosseguir em nosso projeto de vida.

Outras vezes podemos simplesmente desistir, exercitar o desapego. Ir procurar outros interesses. Abrir mão para não sofrer. Nem sempre é fácil, mas é uma saída que pode funcionar.

Há, porém, momentos em que vale a pena lutar, procurar desesperadamente reverter o não e obter um sim precioso. São momentos intensos, de estratégia, de pausas e silêncios cheios de significados, momentos de ansiedade, angústia e incerteza. Momentos densos, de uma força imensa, de um desejo enorme de ver os caminhos travados se descortinarem em uma linda estrada florida e cheia de bem-aventurança. Quando conseguimos nos manter firmes na busca por nossos sonhos, ao conquistá-los, uma sensação de força nos invade. Nem sempre perseverar é sinônimo de conquista. Mas é uma ação que na maioria das vezes pode ser coroada com êxito.

* Janete Teixeira Dias é coordenadora da área de Gestão de Carreiras da FIAP e da Faculdade Módulo

Monday, November 23, 2009

Quatro milhões de consumidores sem Natal


Carlos Stempniewski*

Brasileiro tem R$ 26,5 bilhões em dívidas acumuladas no cartão e inadimplência chega a 28,3%, segundo BC. A inadimplência das operações de crédito no cartão é, de longe, a mais alta de todo o sistema financeiro brasileiro. Em julho, 28,3% das transações com juro feitas com o dinheiro de plástico, como o crédito rotativo e parcelamento, tinham atraso de pagamento superior a 90 dias, conforme dados do Banco Central.

Dados divulgados pelo BC revelam o que já se comentava no restrito círculo das operadoras de cartões de crédito. A inadimplência chegou forte nos cartões. No Brasil mais de 100 milhões de cartões plásticos de crédito estão ativos. Considerando-se em média três cartões por CPF podemos concluir entre 40/50 milhões de cidadãos realizam transações comerciais habitualmente através deste meio de pagamentos.

O sucesso deste produto além de sua facilidade, segurança e onipresença é o parcelamento automático por prazo indefinido. Mais da metade dos clientes utilizam-se do crédito rotativo. Aqui reside o perigo para seus milhões de usuários. Desde o lançamento do Plano Real, as autoridades nunca atentaram para os juros praticados nesta modalidade de crédito. Ainda hoje com a inflação beirando os 4% ao ano, a taxa do rotativo chega até 12% ao mês. A média do setor fica em 237,9% ao ano. Apesar desta política de juros altos, até 2007 a inadimplência estava na faixa de 2 a 3% do volume das transações. O aperto generalizado do crédito levou parcela significativa de consumidores a usarem este instrumento de pagamento.

As altas taxas de juros potencializaram os saldos devedores. O resultado está contabilizado nos dados que apontam para perdas da ordem R$ 7,5 bilhões, com atrasos no pagamento acima de noventa dias. Indicativo de perda no setor financeiro. Atingindo um patamar recorde de 28,3% do volume transacionado. Especialistas, com base no valor médio financiado por cartão, estimam que mais de quatro milhões de brasileiros esteja com seus cartões cancelados. Impedidos, portanto de realizar novas operações. Leia-se novas compras. Enquanto as taxas de juros ficam nas alturas, bilhões de reais são perdidos pela inadimplência, o comércio vê desaparecer milhões de consumidores de suas lojas, nossas autoridades, vítimas de estrabismo focal, discutem a legalidade de descontos diferenciados para compra à vista ou a crédito ou limites para as taxas que incidem sobre a operação dos terminais de consulta dos pontos de venda. O comércio, apesar do sinal amarelo acesso torce por um Natal melhor no final do ano.

* Carlos Stempniewski, administrador, professor das Faculdades Integradas Rio Branco.

Sunday, November 22, 2009

O cliente em primeiro lugar. Seja ele fumante ou não...

Marcos Morita*

O assunto do momento entre proprietários e frequentadores de bares e restaurantes de Curitiba e Rio de Janeiro é a nova lei antifumo, sancionada e publicada no diário oficial, proibindo o cigarro em ambientes fechados em todo o Estado do Paraná e do Rio de Janeiro. Gostando ou não, todos terão que se adequar às novas restrições. Em São Paulo, a lei completou três meses, com adesão de 99% dos estabelecimentos, após 110 mil fiscalizações, ou seja, mais de 1.200 por dia.

Esta polêmica lei traz à tona uma das diferenças mais marcantes entre produtos e serviços: o conceito da inseparabilidade. Este conceito reflete sobre a interconexão entre o “provedor de serviços”, o “cliente envolvido” e os “outros clientes” que compartilham o mesmo serviço.

Em suma, o “provedor” - aqui interpretado pelos proprietários desses estabelecimentos - terá de buscar maneiras para agradar seus dois tipos de clientes, os fumantes e os não fumantes. A estratégia de gerenciamento do cliente menciona que deve-se evitar experiências negativas, em situações que um mesmo serviço é compartilhado por diversos clientes.

Para isso, os “provedores” deverão encontrar maneiras de agradar a todos os seus clientes sem desrespeitar a lei. A informação e o alinhamento da equipe de trabalho são as melhores ferramentas na superação desse impasse.

Estar bem informado sobre o assunto, ter uma área externa para receber os fumantes, sinalizar o interior do estabelecimento e ter um folheto explicativo sobre a restrição, são maneiras educadas e bastante eficientes para evitar possíveis constrangimentos.

Os funcionários também devem estar muito bem treinados quanto a esta questão. Mantê-los bem informados sobre o assunto e treiná-los para situações de conflito são alternativas de grande valia.

Criar um plano de contingência e simular acontecimentos críticos são maneiras descontraídas, criativas e bem humoradas para preparar os funcionários e fazer com que eles nunca percam a calma diante de clientes que resistem em obedecer a lei.

É preciso ficar claro que os estabelecimentos não irão excluir ou simplesmente dispensar clientes fumantes. Ao contrário disso, eles irão se adaptar à lei e ao mesmo tempo propor alternativas para minimizar os impactos negativos e restritivos aos que fumam. O fumante continuará sendo bem-vindo. Mas agora terá de cumprir algumas regrinhas.

*Marcos Morita é mestre em Administração de Empresas e professor da Universidade Mackenzie. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios. Há mais de quinze anos atua como executivo em empresas multinacionais. Contato: professor@marcosmorita.com.br / www.marcosmorita.com.br

Saturday, November 21, 2009

O acidente no Rodoanel e as boas práticas da engenharia


José Roberto Bernasconi*

O acidente que ocorreu no último dia 13 de novembro, na construção de um complexo de viadutos do tramo sul do Rodoanel de São Paulo sobre a rodovia Régis Bittencourt, no município de Embu-SP, tem motivado uma polêmica pela imprensa, envolvendo a engenharia brasileira. Parte dessas críticas padece de um defeito que é comum em acidentes do gênero: nelas, recorre-se muitas vezes ao "achismo" para apontar culpados, de forma apressada e com certo grau de leviandade. A queda de três vigas pré-fabricadas de concreto de grande porte (40 m de comprimento e mais de 80 toneladas de peso) só aconteceu porque indubitavelmente houve falha. Para definir se a falha foi singular, única, ou devido a um conjunto de fatores é necessário haver uma apuração de suas causas, de forma tecnicamente rigorosa e isenta. Essa apuração técnica é que pode esclarecer causas e apontar responsabilidades. Serve também para que tanto a administração pública quanto a engenharia brasileira, constituída por profissionais e empresas experientes e com um portfólio invejável de obras executadas de forma impecável e, em sua ampla maioria, sem acidentes, possa evoluir e adotar procedimentos que impeçam a sua repetição.

Esse procedimento é muito importante para que, utilizando uma expressão popular, não se "jogue o bebê junto com a água do banho". Isto porque, na obra do Rodoanel, todos os procedimentos legais exigidos foram seguidos pela Dersa, a estatal responsável pela obra, com contratação de projetos, fiscalização/supervisão técnica, gerenciamento e construção (consórcio responsável pela execução) por licitação, de acordo com as exigências da Lei 8.666/93, que regulamenta as licitações no Brasil. Foram realizadas inúmeras audiências públicas e, como resultado, o Rodoanel é uma das obras viárias brasileiras que melhor atendem às exigências socioambientais, com requisitos de sustentabilidade poucas vezes vistos em nosso país.

Assim, a Dersa contratou empresas de gerenciamento e supervisão técnica da obra, de acordo com o que é praticado e recomendado pelos países mais desenvolvidos do mundo e, também, pelo Brasil nos seus três níveis de governo (federal, estadual e municipal ) e, exigido por agências internacionais de fomento, como Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento, por exemplo, que não financiam obras que não tenham projeto desenvolvido em sua forma completa, gerenciamento e supervisão técnica feitas por empresas contratadas especificamente para essas atividades, exercidas de forma autônoma.

O destaque a esse item é essencial para que possam ser compreendidos os benefícios à sociedade gerados pela contratação dos projetos de engenharia, e dos serviços de gerenciamento e de supervisão técnica de obras com empresas especializadas nessas atividades da construção civil. Em primeiro lugar, porque empreendimentos públicos e privados se beneficiam do acúmulo de conhecimentos e da experiência de empresas e profissionais altamente especializados, a um custo socialmente justo e adequado. O benefício vem do fato de que os governos, em todos os seus níveis, podem ser supridos por esses profissionais altamente especializados e pelo conhecimento das empresas sem que seja necessário inchar a máquina pública. As empresas de projetos de arquitetura e engenharia, de gerenciamento e de fiscalização/supervisão técnica de obras são contratadas por período determinado. Por isso, as maiores empresas estatais e privadas do país, como Petr obras, Vale do Rio Doce, AMX, entre diversas outras, contratam empresas especializadas, com profissionais muito qualificados, para projetar, gerenciar e supervisionar seus empreendimentos, desde suas etapas iniciais.

Com essa contratação por prazo determinado e custo estipulado contratualmente, os administradores públicos e privados podem se dedicar às suas atividades executivas fundamentais, que são a de planejar estrategicamente e gerir órgãos públicos, empresas estatais e privadas objetivando ao melhor resultado, para a sociedade, no caso de empresas públicas, ou para seus acionistas/proprietários, em empresas privadas.

Todas essas etapas e definições foram seguidas pela Dersa, na construção do tramo sul do Rodoanel. Falhas, porém, podem acontecer. O que interessa à sociedade e à engenharia brasileira é a investigação criteriosa de suas causas, visando a apurar responsabilidades e impedir que se repitam. O Sinaenco e as quase 18 mil empresas que o integram têm o maior interesse nessa apuração, sem pré-julgamentos nem "achismos", de causas e responsabilidades e se dispõe a colaborar para isso, no que for necessário, com as autoridades responsáveis e os órgãos competentes, em defesa da sociedade e visando à melhoria e ao desenvolvimento da engenharia brasileira.

*José Roberto Bernasconi é presidente do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco)

Sunday, November 15, 2009

Gravidez na adolescência no Brasil cai, mas ainda preocupa


Dr. Ricardo Cristiano Leal da Rocha*

Segundo dados divulgados recentemente pelo Ministério da Saúde, o número de partos realizados na rede pública em gestantes de 10 a 19 anos caiu 7,9% entre 2007 e 2008. As maiores quedas aconteceram, sobretudo, nas regiões Sudeste, seguida pelo Sul e Centro-Oeste. Há regiões que não apresentaram queda. O Amapá até registrou aumento de 39,2% nos casos.
Como se vê, são muitas as particularidades de cada uma das regiões brasileiras. Porém, a partir de semelhanças com outros países, podemos confirmar que a incidência de gravidez na adolescência é mais frequente entre as populações mais pobres e com baixa escolaridade. Para ter uma ideia, o Japão possui incidência de 2% a 3%, enquanto que a Nigéria alcança índices de 53% entre suas populações jovens.

O desnível sócio-econômico cultural, o nível de pobreza geral, as inúmeras condições de vulnerabilidade e os elevados índices de prostituição infanto-juvenil, além da atividade sexual exercida cada vez mais precocemente, são alguns dos principais motivos para estes índices.

No entanto, diferentemente do passado, hoje, na maioria das vezes, a primeira gestação na adolescência não acontece por desinformação sobre os métodos anticoncepcionais. Vários estudos brasileiros e pesquisas de opinião pública comprovam que as adolescentes conhecem os métodos, contudo, não fazem uso dos mesmos.
Mais do que oferecer informação, precisamos de mais projetos de integração na área do adolescente, como já existem de forma isolada como aqueles promovidos pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, mobilizando estas jovens de forma educativa e cultural, abrindo espaço para diálogo e discussões, gerando reflexões, conhecimento, mudanças de atitude em relação à atividade sexual segura e responsável.
Ações como estas são importantes e podem refletir, inclusive, na redução das taxas da segunda gravidez na adolescência. E ainda no desvio por repetição, que são os filhos de adolescentes que têm maior possibilidade de se tornar pais e mães também na adolescência. Isso porque, de 50% a 70% das mães adolescentes são filhas de pais e mães adolescentes.

A prevenção da gestação na adolescência é também medida importante para redução das altas taxas de mortalidade materna. Na população geral, a mortalidade materna é a oitava causa de óbito entre mulheres. Contudo, na adolescência, é a sexta causa de morte. Isso significa que adolescentes têm 2,5 vezes mais chances de evolução para óbito em decorrência de complicações diretas da gestação, parto e puerpério, principalmente aquelas na faixa etária de 15 a 19 anos, quando comparadas a mulheres de outras faixas etárias.

* Dr. Ricardo Cristiano Leal da Rocha é presidente da Comissão de Ginecologia e Obstetrícia Infanto-Puberal da FEBRASGO

Wednesday, November 11, 2009

15 DE NOVEMBRO: DIA DA REPÚBLICA


Ricardo Barros*

No dia 15 de novembro, comemoraremos a Proclamação da República no Brasil. Mas você sabe o que é República e como nasceu a República brasileira?

A palavra e a ideia de República nasceram entre os romanos antigos. A palavra significa “coisa pública” ou “bem comum”. O termo denota uma comunidade política organizada, assinalada pelos requisitos da existência de um povo, de um território e de um governo. A ideia era que todos os cidadãos participassem da escolha daqueles que os representariam nos destinos da nação.

Na Roma Antiga, a era republicana correspondeu ao período de maior desenvolvimento daquela civilização. Houve um substancial aumento territorial através de diversas guerras empreendidas pelos romanos. Houve também uma luta entre os integrantes dos dois principais grupos sociais romanos - os patrícios e os plebeus - e uma grande descentralização do poder que antes estava concentrado nas mãos de um único rei. Em 27 a.C., Otávio liderou um golpe militar que teria dado origem ao império em Roma.

No Brasil, a República surgiu em 15 de novembro de 1889. Naquela tarde ensolarada do mês de novembro, o Marechal Deodoro da Fonseca, que estava bastante doente, teria se levantado de sua cama e, em cima de seu cavalo, proclamou a República pelas ruas do Rio de Janeiro. A proclamação da República adquiriu feições de um golpe militar. Não podemos dizer que o grande herói da República era um republicano convicto. Ele havia escrito a um sobrinho, alguns meses antes, afirmando em sua carta que a monarquia, sem dúvida, era o melhor regime político para o Brasil. Mas, influenciado por republicanos convictos como Benjamin Constant, ele proclamou a República brasileira em novembro de 1889.

O povo assistiu “bestializado aos acontecimentos”, de acordo com um jornalista e político da época chamado Aristides Lobo. Ou seja, tal como na Independência brasileira, o povo não havia participado daquele evento político. Nossa República também não começou bem. O primeiro presidente da República, o próprio Marechal Deodoro, governou o país por pouco mais de 10 meses – de janeiro a novembro de 1891.

Hoje, a República deve ser entendida como a possibilidade de participação popular dos cidadãos. É em função de sua existência que podemos votar naqueles que terão o encargo de decidir o futuro da nação. Desde os vereadores que compõem as Câmaras Municipais até o Presidente da República, cabe a nós, cidadãos, a escolha desses líderes. E devemos escolhê-los bem para que não nos arrependamos depois.

*Ricardo Barros é Mestre em Educação, graduado em História e Pedagogia pela Universidade de São Paulo (USP) e professor de História do Colégio Paulista (COPI).

É inconcebível o poder público cobrar para garantir segurança


Além disso, fere o princípio constitucional de isonomia, privilegiando só os que pagam mais


Beth Munhoz (Entrelinhas Comunicação)

Os acordos que estão sendo feitos em seis Estados para que condomínios residenciais instalem sistema de comunicação de rádio para ter contato direto com a polícia, operação que custa R$ 150,00 por mês, é completamente ilegal. A avaliação é do advogado Fernando Augusto Fernandes, mestre em Criminologia e Direito Penal.

“A polícia não tem competência constitucional para criar esse tipo de taxa. Só a legislação pode fazer isso”, afirma. Para ele, a polícia e o Estado devem esclarecer a cobrança de mais este imposto: “É quase a oficialização de um suborno”, diz.

A legislação não permite ao Estado e à própria polícia criar um sistema de cobrança para garantir a segurança pública. Apenas admite a criação de canais complementares para a mesma finalidade, sem qualquer ônus financeiro ao cidadão. “Quando há a cobrança, o poder público está ferindo o princípio da isonomia, dando atendimento privilegiado aos que pagam”, esclarece Fernando Fernandes. “Dessa forma, está assumindo práticas semelhantes às das milícias, vendendo segurança ao mercado privado, em vez de investir na estruturação desse serviço público. E cobrando que quem já paga em forma de impostos.”

Os Ministérios Públicos dos seis Estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, Paraíba e Pernambuco) têm legitimidade para entrar com uma ação civil pública e tentar, assim, impedir essa cobrança. “Mas qualquer cidadão também pode entrar com uma ação popular”, avisa o criminalista, que compara essa situação à questão de privatização das prisões. Segundo ele, a Ordem dos Advogados do Brasil federal já alertou para o risco dessa medida repetir o mesmo erro cometido pelos Estados Unidos, onde as prisões têm ações negociadas na Nasdaq, a bolsa americana.

Sunday, November 01, 2009

POR QUE SOBRAM VAGAS E FALTAM CANDIDATOS QUALIFICADOS EM TI?


Celso Poderoso*

Não é de hoje que se fala que o mercado brasileiro de TI está carente de bons profissionais. Pessoas com formação acadêmica, contudo, não conseguem boas colocações e muitas até desistem da área. O que está errado?

Uma pesquisa recente (10/10/2009) divulgada pela Você S/A e realizada pela H2R, mostra que a falta de habilidade técnica é o principal problema para que o candidato consiga um emprego, especialmente na área de TI. Segundo a pesquisa, 57% das empresas qualificam a habilidade técnica como a mais importante característica desejável do candidato. Em segundo lugar está a formação acadêmica (23%), seguida pela disputa de talentos (19%), idiomas (12%) e habilidades comportamentais (11%).

Inicialmente, temos que considerar que o mercado brasileiro de TI tem crescido nos últimos anos a taxas superiores às da economia. Como há escassez de profissionais qualificados, cada vez fica mais difícil contratar os especialistas. E as empresas vão aumentando a quantidade de vagas abertas, sem profissionais qualificados para preenchê-las.

Por qual motivo isso acontece? A carreira de TI nem sempre é a primeira escolha dos estudantes universitários. Muitos confundem o profissional de TI com os “nerds” que não possuem vida social e só pensam e vivem em função dos computadores. Isso é um grande engano. Claro que há áreas e setores em que os “nerds” são necessários, mas isso acontece muito mais no exterior do que no Brasil. Aqui as empresas precisam de profissionais que saibam analisar sistemas, programar, gerenciar redes de computadores e banco de dados. Precisam de profissionais que entendam de negócio e saibam aplicar o conhecimento técnico na solução de problemas. Poucas empresas se dedicam a “criar” novas tecnologias – ambiente natural onde o “nerd” se desenvolve.

Muitas das melhores universidades brasileiras na área de TI, porém, se dedicam a formar “nerds”. E muitos dos que se aventuram na área pensam que somente estes cursos darão a formação necessária para se entrar no mercado de trabalho.

Miopia de ambos os lados. Cursos mais rápidos, mais diretos e com foco no mercado de trabalho existem. São os cursos superiores de tecnologia, que propõem formar um profissional preparado para atuar em segmentos específicos na área de TI. E, por serem especializados, terão a habilidade necessária e requisitada pelas 57% das empresas pesquisadas. A mesma reportagem da Você S/A indica a necessidade de “Engenheiros Tecnólogos”, ou seja, profissionais que ponham a mão na massa. Afinal, não adianta ter muitos caciques e quase nenhum índio... Ao optar por um curso de Engenharia, o aluno faz um curso mais longo, demora para entrar no mercado de trabalho e, depois que entra (se entrar), terá que se especializar para dar resultado à empresa.

Enquanto as universidades não formarem profissionais para as vagas em aberto no Brasil, este panorama continuará igual. Enquanto as empresas, por sua vez, não perderem o preconceito de contratar tecnólogos, continuarão recebendo alunos com habilidade aquém da necessária para cumprir seus contratos e os inúmeros postos de trabalho continuarão em aberto.

* Celso Poderoso é mestre em Tecnologia, especialista em Sistemas de Informação e economista. É diretor de relações internacionais e coordenador dos cursos de graduação tecnológica da FIAP. Atua desde 1984 na área de TI, especialmente em desenvolvimento de sistemas e banco de dados Oracle. Possui cinco livros publicados na área de banco de dados, como SQL Curso Prático e Oracle PL/SQL 10g. Todos editados pela Novatec Editora.

Resistindo ao Desânimo - parte II


Rick Warren*

No mês passado escrevi sobre um tema que, em um ou outro momento afeta a todos nós: o desânimo. Eu gostaria de abordar esse tema de novo, por um ângulo ligeiramente diferente.

Muitas são as coisas no trabalho que nos desanimam e impedem que completemos nossa missão de vida. Ao longo de anos, freqüentemente fico imaginando se nosso pior inimigo é a procrastinação ou o desânimo. Se satanás não puder fazer que adiemos a busca pelo cumprimento de nossa missão, ele tentará nos levar a abandoná-la de uma vez por todas.

Na Bíblia, o apóstolo Paulo oferece as seguintes palavras de conselho quando nos confrontamos com o desânimo: “E não nos cansemos de fazer o que é correto, porque em pouco tempo teremos uma colheita de benção, se não desanimarmos nem desistirmos” (Gálatas 6.9 - Bíblia Viva).

Você já se sentiu cansado de fazer o que é certo? Todos já passamos por isso. Ás vezes parece mais fácil fazer o errado do que o certo. Quando ficamos desanimados nos tornamos ineficientes e geralmente lutando contra nossa própria fé. Quando estou desanimado, me pego dizendo: “Isto não pode ser feito”. É exatamente o oposto de: “Eu sei que Deus pode fazer isto, porque Ele disse...”.

Faça a si mesmo estas perguntas:

• Como lido com o fracasso?
• Quando as coisas não acontecem como quero fico amuado ou irritado?
• Quando as coisas não acontecem como quero fico frustrado ou murmurando?
• Eu sempre termino o que começo?
• Como avalio o grau da minha persistência ou perseverança?

Deixe-me oferecer-lhe um conselho: se você está se sentindo desanimado, não desista sem lutar. Nada que valha a pena acontece sem perseverança e energia. Quando um artista começa a criar uma escultura, ele precisa tirar uma lasca de cada vez. Ele não bate no cinzel com o martelo apenas uma vez e, de repente, observa todos os excessos caírem para revelar a beleza da obra de arte. Ele precisa bater na pedra vez após outra, tirando as partes que não se encaixam em sua idéia para a escultura.

Isto também se aplica à vida. Nada que realmente valha a pena é fácil. Você precisa abrir caminho para alcançar seu objetivo e persegui-lo pouco a pouco, até que sua vida se transforme na obra-prima da graça de Deus. Efésios 2.10 nos assegura: “Porque somos feitura Sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.”

Pessoas notáveis são apenas pessoas comuns com extraordinária determinação. Elas simplesmente não sabem o que é desistir e se recusam ceder ao desânimo.

* Rick Warren, escritor e conferencista, autor do best-seller "The Purpose-Drive Life" (Uma Vida Com Propósitos), traduzido em várias línguas através do mundo. Usado com a devida permissão. Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes (fortes@cbmc.org.com).

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