Wednesday, October 14, 2009

Quando Trabalho Vira Prazer


Rick Boxx

Estabelecemos inúmeros objetivos ao longo de nossa carreira profissional. Mas para muitos, a aposentadoria aos 65 anos – ou antes, se possível – parece ser o principal. Mas com os ventos da economia soprando desfavoravelmente, consumindo a poupança de milhões de investidores, muitos aposentados em potencial tiveram a necessidade de rever substancialmente seus planos.

Apesar de tudo, grande número de profissionais e empresários inicia sua jornada de trabalho sonhando com o dia em que arrumarão suas coisas no escritório pela última vez e começarão uma nova vida de relativo lazer, sem ter que lidar com as pressões e prazos do cotidiano das corporações. Quando esse dia chegar, muitos escolherão atividades como golfe, jardinagem ou viagens, fazendo delas o foco central de seu tempo e energia. No processo de embarcar numa nova fase da vida, contudo, eles deixam para traz anos de sabedoria e experiência.

Por tudo isso a história de Waldo McBurney, de Quinter, Kansas, EUA, que se tornou tema de programas de TV e artigos de jornal, nos parece bem revigorante. Waldo McBurney foi declarado o trabalhador mais idoso da América em 2006, aos 104 anos! Sua carreira profissional foi literalmente da época das charretes a cavalo, à era dos computadores. Recebeu o primeiro salário em 1915, aos 13 anos, conduzindo cavalos que puxavam uma debulhadora de trigo.

Na década de 50 abriu um negócio de lavagem de sementes, empreendimento mantido até completar 91 anos. A essa altura, entretanto, ao invés de se aposentar, ele transformou sua criação de abelhas, um hobby de décadas, em outro empreendimento: venda de mel. Finalmente em 2008 ele vendeu seu negócio, admitindo que já era hora de “diminuir o ritmo”. Morreu em julho, aos 106 anos, deixando um rico e digno legado de trabalho.

Aparentemente McBurney não continuou trabalhando por necessidade. Existiam outros interesses. Por exemplo, ele gostava de correr desde que era criança e, aos 65 anos, passou a dedicar-se a corridas de longa distância. Chegou a competir nas Olimpíadas Sênior, World Masters e outras competições, conquistando 10 medalhas de ouro. Continuou a participar de corridas até 2004, quando escreveu sua autobiografia, “My First 100 Years: A Look Back from the Finish Line" (Meus Primeiros 100 Anos: Um Retrospecto à Linha de Chegada)”.

McBurney não tinha um estilo de vida de desperdício. Geralmente caminhava os poucos quarteirões que separavam sua casa do escritório. Dispunha de recursos suficientes para se aposentar com conforto, mas percebeu o valor do trabalho e extraiu grande prazer de suas atividades vocacionais. Relaxar numa cadeira de balanço, passar o dia vagueando pelo jardim ou passeando no parque, aparentemente não o atraíam nem um pouco.

O rei Salomão, reputado o homem mais sábio da história, bem poderia estar se referindo ao Sr. McBurney quando escreveu em Eclesiastes 5.19-20: “E quando Deus concede riquezas e bens a alguém e o capacita a desfrutá-los, a aceitar a sua sorte e ser feliz em seu trabalho, isso é um presente de Deus. Raramente essa pessoa fica pensando na brevidade de sua vida, porque Deus o mantém ocupado com a alegria do coração.”

Usar as habilidades e talentos que Deus lhe deu em uma ocupação que você gosta, pode muito mais encher seu coração de alegria, que a “tradicional” aposentadoria aos 65 anos. Decida-se a não perder o melhor que Deus tem para seus próximos anos.

HÁ MALES QUE VÊM PARA BEM

Prof. Nicolau Marmo*

O novo ENEM terá duas finalidades: avaliar o Ensino Médio e selecionar alunos para as universidades federais. Tende a não ser eficiente, nem em uma coisa, nem na outra, pois é difícil harmonizar num único exame duas expectativas tão distintas.

O MEC faria melhor se mantivesse o ENEM como exame avaliador do Ensino Médio, tornando-o obrigatório, e elaborasse uma prova específica para o vestibular unificado das universidades federais, balizada nos princípios dos PCNs.

No que se refere à quebra de sigilo, foi uma surpresa acontecer na gráfica. Previa-se que isso pudesse ocorrer em um dos 10.000 postos de exame espalhados por esse Brasil afora.

• Que conseqüências para os alunos trouxe a mudança de datas do novo ENEM?
Há males que vêm para bem. Como disse o senhor Ministro, os alunos terão mais tempo para estudar. Acrescentamos: e as escolas poderão terminar os programas.
• O que os alunos acharam da prova que não foi realizada?
Questões fáceis, porém com enunciados longos, cansativos, que exigem muita concentração, leitura cuidadosa. Consideram o número de testes exagerado para o tempo disponível.
• O que os professores acharam dessa prova?

Aproximadamente 70% das questões estão adequadas à avaliação do Ensino Médio, uma vez que para esse fim não se costuma cobrar conteúdo. 30% das questões serviriam para selecionar candidatos, se não fosse a despreocupação em relação à abrangência dos principais tópicos do programa. A distribuição dos assuntos foi aleatória. Para exemplificar, não constaram questões de Eletricidade, Óptica, Oscilações e Acústica.

• Como agiram os diversos vestibulares quanto à coincidência de datas de provas?
Alguns desistiram do ENEM e outros alteraram suas datas.
• A FUVEST desistiu do ENEM. Isso trará algum prejuízo para o seu vestibular?
Não, ao contrário, trará benefícios. O ENEM tem sido um intruso no processo de seleção da FUVEST. Como cansamos de afirmar: ENEM significa Exame Nacional do Ensino Médio.

*Prof. Nicolau Marmo é coordenador geral do Sistema Anglo de Ensino. Desde a década de 50, atua na preparação de estudantes para os principais vestibulares do país

Saturday, August 29, 2009

Com vocês...Alpha Lazer!


"O lazer é um conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se e entreter-se, ou ainda, para desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua participação social voluntária ou sua livre capacidade criadora após livrar-se ou desembaraçar-se das obrigações profissionais, familiares e sociais." (Dumazedier, 1976, apud Oleias)


Sérgio Dias


Dando continuidade aos projetos que desenvolvemos na Dália Comunicação Editorial e também as iniciativas sempre brilhantes do jornalista e amigo Marcel Agarie, está no ar o blog Alpha Lazer (http://www.alphalazer.blogspot.com/).


Poderíamos definir lazer como uma forma de se utilizar o tempo se dedicando a uma atividade que se gosta. E o objetivo do Alpha Lazer é trazer as opções de lazer disponíveis para facilitar a decisão do leito, para ajudar na sua programação com a família, amigos ou até sozinho. Cinema, teatro, bares, aventuras. Tudo terá espaço no blog.


Então acompanhe, seja um seguidor do Alpha Lazer. Sempre teremos promoções, distribuições de ingressos, promoções etc.


Boa leitura!

Monday, July 06, 2009

Filme “O Contador de Histórias” é emocionante


Drama traz para o cinema emoção com humor


Sérgio Dias

Belo Horizonte. Final dos anos 70. Um garoto de seis anos é levado para uma instituição para menores carentes pela mãe, que espera a partir desta decisão ter um filho “doutor”. A partir daí a vida do Roberto Carlos Ramos começa a se transformar. De um menor considerado irrecuperável torna-se um pedadogo, educador, autor de livros e um dos dez melhores contadores de histórias do mundo.

Tudo na vida dele muda a partir do momento que encontra a pedagoga francesa Margherit Duvas. Ela mostrou para ele coisas que até então não conhecia como afeto, confiança e esperança. E o filme “O Contador de Histórias” traz para as telas a emoção deste encontro.

O diretor Luiz Villaça conta que a idéia de fazer o filme surgiu ao ler um livro de histórias para o seu filho em janeiro de 2002, então com três anos. O livro era “O contador de histórias”, de Roberto Carlos Ramos. “Na última página encontrei um resumo da vida do autor. Fiquei completamente tomado”.

Embora participe do filme como narrador, Roberto Carlos Ramos só viu o filme inteiro na primeira exibição, pois não participou do roteiro e não sabia o que esperar. “O Luiz foi muito econômico. Só me mostrou os trechos que eu devia narrar, nenhuma cena a mais. Só vi o filme inteiro na primeira exibição, foi muito emocionante e uma choradeira geral”.

O filme podia ter abordado mais o período em que o Roberto Carlos Ramos esteve na França. Mas não tira o sue brilho. “Me reconheci muito no primeiro menino”, diz Ramos. “Maria de Medeiros se aproximou muito de Margherit. Apenas pelo tom de voz de Maria, eu podia fechar os olhos e ‘ver’ a Margherit”, completa ele.

Serviço

“O Contador de Histórias”. Direção Luiz Villaça. Elenco: Maria de Medeiros, Malu Galli, Jú Colombo, Marco Antonio, Paulo Henrique, Clayton dos Santos da Silva e Victor Augusto. Ator convidado Chico Diaz. Estréia prevista nos cinemas brasileiros para 7 de agosto de 2009 com distribuição exclusiva da Warner Bros. Pictures.

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