Wednesday, November 21, 2012

Outro retorno

Volto a escrever no Ideias e Debates depois de mais uma ausência

Incrível como as obrigações me faz deixar de lado algumas coisas que sinto prazer. Uma delas é ler. Tenho lido pouco demais. Consigo ler um jornal inteiro apenas quando vou ao mercado, peço um café e leio o que tem disponível.

Outra é escrever aqui no blog Ideias e Debates. Gosto demais do espaço, afinal é meu e posso escrever qualquer coisa. Qualquer mesmo. Posso elogiar, xingar, viajar. Enfim, tudo.

E não foi por falta de assuntos que me ausentei. Acredito, não apenas eu, mas qualquer outro que goste de escrever, ser possível escrever uns três textos por dia de tanto assunto que temos.

O mais recente envolve o meu querido Palmeiras, que pela segunda vez caiu para a série B do campeonato brasileiro. Mas, pensando bem, deixar de falar sobre o assunto é até bom, afinal eu poderia perder bem mais que meia dúzia de amigos.

Quero finalizar o pequeno texto de retorno com uma homenagem ao amigo Wellington, que infelizmente nos deixou a pouco com apenas 25 anos. Lembro-me dele com uns seis anos. O pegava no colo. Escrevendo, ainda não acredito que não está mais por aqui.

Tuesday, August 07, 2012

A TIM não me quer como cliente

As artimanhas da empresa para fazer eu cancelar a minha assinatura
Durante alguns anos fui cliente “empresa” da Nextel. Devido aos muitos problemas e reclamações sem solução, optei por deixar de ser cliente (embora, legalmente, ainda conste o meu nome como cliente – mas vou tratar disso em outra postagem).

No fim de abril, deste ano, decidi contratar o serviço empresa da TIM; inúmeras facilidades, descontos, aparelhos “top” etc. Após reclamar da demora, recebi os três aparelhos do plano contratado. E, para ficar claro: sim, tive que reclamar para receber, após o prazo estipulado, os aparelhos do plano contratado.

Apenas para o entendimento do que vai vir, é bom dizer que os aparelhos chegaram por volta do dia 15 de maio de 2012 (um pouco antes ou depois).

O serviço não é bom. Nem sempre o 3G funciona, as ligações nem sempre são completadas e por ai vai.

Agora o pior, o inesperado, o que eu acredito que não acontece com as outras: cobranças, com ameaça de levar o nome para os serviços de proteção ao crédito, de contas de serviços prestados em...janeiro de 2012!!!

Tornei-me cliente ativo em maio de 2012 e estão cobrando fatura de janeiro de 2012. Após explicar a situação, fui “orientado” a ligar para um número para explicar a situação e ver o que poderia ser feito.

Veja: a TIM me liga, cobra o que não deve e eu devo ligar para um número explicando (o que expliquei para a TIM)...para ver o que pode ser feito.

Franco Bernabè, da Telecom Italia e Andrea Magoni e Mario Girasole da TIM Brasil: é assim que funciona?

Tuesday, February 14, 2012

Momentos significativos ou minutos maximizados



Jim Lange*

Tempo! Você tem o bastante? Se você for igual ao resto do mundo sua resposta é, “Não!”. Entretanto, você pode estar errado. Todos nós temos tempo suficiente. Na verdade, todos têm a mesma quantidade de tempo todos os dias: 24 horas. Ninguém tem mais, ninguém tem menos.

O problema é que nos habituamos a preencher o tempo com coisas que não têm importância como tarefas no trabalho, mídia social como Facebook e Twitter, transportando os filhos para inúmeros eventos e atividades fora da escola, ou assistindo televisão. Descobrimo-nos em constante movimento, desperdiçando preciosos minutos e horas.

Temos permitido pouca margem de tempo em nossa vida e, assim, freneticamente tentamos espremer tudo dentro de nossa agenda. Infelizmente muitos, ao final do dia, deixam escapar o que realmente importa: relacionamentos.

Tenho três questões a serem ponderadas: 1) Como você gasta seu tempo? 2) Como isso está funcionando para você? 3) No final da sua vida você ficará satisfeito com a forma como gastou seu tempo?

Vi este assunto ser discutido recentemente, o que me levou a pensar na minha vida e em como tenho andado ocupado. Não penso que Deus quer me ver assim tão ocupado. Realmente creio que Ele quer que eu descanse ao longo do caminho e curta a jornada. Mas às vezes isso parece tão difícil...

Contudo, determinei que vou saltar fora dessa “roda de hamster”, me questionando o que realmente é importante. Eu tinha a tendência de fazer as coisas simplesmente por estar acostumado a agir assim. Sempre fui inclinado a realizar tarefas, o que por um lado tem sido útil em algumas áreas da minha vida. Mas isso feriu alguns de meus relacionamentos, na medida em que errei ao enfatizar tarefas à custa de pessoas com quem me preocupo genuinamente.

Como resultado, iniciei o processo de avaliar tudo o que faço perguntando a mim mesmo o quanto cada oportunidade realmente é importante. Você estaria disposto a fazer o mesmo? Para muitos esse processo pode ser desconfortável e até assustador. Porém, a realidade é que, se continuarmos a fazer as coisas como sempre as fizemos, continuaremos a obter os mesmos resultados. E isso inclui a forma como usamos nosso tempo.

"Todos os nossos dias foram contados", afirma a Bíblia. Assim como não podemos acrescentar um só minuto às 24 horas do dia, também não podemos somar um dia sequer ao período de nossa vida. O tempo é a mercadoria mais preciosa que temos. Você gostaria de se juntar a mim na tentativa de fazer o máximo com os dias que nos restam, procurando criar momentos significativos, ao invés de maximizar os minutos?

Se nos concentrarmos em maximizar cada minuto, acabaremos tentando criar relacionamentos de micro-ondas. Acredite, isso não funciona, especialmente no longo prazo. Podemos ser eficientes nas coisas que fazemos, mas precisamos aprender a não ter pressa em nossos relacionamentos. É assim que são criados os momentos e eles nem sempre se adaptam a uma agenda conveniente.

No livro de Salmos, encontramos este sábio conselho: “Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida, para que tenhamos um coração sábio” (Salmo 90.12).

*Jim Lange, presidente da Truth@Work (www.christianroundtablegroups.com), organização voltada para auxiliar pessoas no mercado de trabalho. Ele escreve regularmente em seu blog www.5feet20.com, e é autor do livro Bleedership: Biblical First-Aid for Leaders (Primeiros Socorros Bíblicos Para Líderes). Ele e sua família vivem próximo a Toledo, Ohio, USA.Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes.

Sunday, December 11, 2011

Regras versus relacionamentos



Rick Boxx *

Assim como acontece na família, muitos empresários lutam para alcançar equilíbrio entre manutenção de regras e disciplina, ao mesmo tempo que proporcionam aos colaboradores espaço para liberdade e individualidade. Algumas organizações são excessivamente permissivas, deixando que seus funcionários façam tudo o que acharem apropriado. Outras são demasiadamente rigorosas, restringindo quaisquer ações e comportamentos de seu quadro de pessoal.

Quando dirijo workshops sobre negócios, gosto de ensinar a seguinte fórmula: “Regras + Relacionamentos = Integridade Corporativa”. Meus anos de experiência no mundo corporativo me ensinaram que esse equilíbrio é crucial para um ambiente de trabalho saudável e produtivo. Se você tem regras, mas não dá muita importância aos relacionamentos, provavelmente vai ter de lidar com rebeldia.

Por outro lado, se tiver dado demasiada ênfase a relacionamentos, mas não tiver estabelecido diretrizes cuidadosamente planejadas para as práticas e comportamentos do dia a dia, poderá experimentar caos. A capacidade de equilibrar ambos assegura à equipe que você se importa com eles e, ao mesmo tempo, espera que produzam resultados alinhando-se com a missão e os valores da empresa. Romanos 13.3 ensina: “Somente os que fazem o mal devem ter medo dos governantes e não os que fazem o bem. Se você não quiser ter medo das autoridades, então faça o que é bom, e elas o elogiarão”.

O problema ocorre quando há confusão entre os empregados acerca do que significa “fazer o bem”. Como líderes é nossa responsabilidade comunicar isso clara e eficazmente. Assim como sociólogos descobriram que crianças ficam mais satisfeitas quando entendem seus limites – no lar ou na escola – no mercado de trabalho também se espera que os líderes definam os parâmetros mediante os quais se espera que o trabalho seja realizado.

Regras e diretrizes, especialmente quando criadas com informações valiosas oferecidas por pessoas que serão governadas por elas, não são restritivas. Na verdade, capacitam os indivíduos a compreender que são livres para usar seus talentos e habilidades dentro dos limites estabelecidos. Sem tais regras, os colaboradores podem se sentir confusos, mesmo imobilizados, pelo temor de fazer algo errado.

A alternativa seria o próprio pessoal determinar seus padrões, o que poderia ter resultados caóticos. Provérbios 29.18 nos ensina que, “Não havendo visão, o povo se corrompe...”. Outra versão declara: “Onde não há revelação divina, o povo se desvia, mas como é feliz quem obedece à lei!”

O estabelecimento de regras apenas para controlar pessoas é desmoralizador. As diretrizes devem ser usadas como meio de melhorar a produtividade – e a satisfação – das pessoas em seu trabalho. Líderes fortes e eficientes sabem como equilibrar compreensão e disciplina. E você?

* Rick Boxx é presidente e fundador da "Integrity Resource Center", escritor internacionalmente reconhecido, conferencista, consultor empresarial, CPA, ex-executivo bancário e empresário. Adaptado, sob permissão, de "Momentos de Integridade com Rick Boxx", um comentário semanal acerca de integridade no mundo dos negócios, a partir da perspectiva cristã. Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes.

A bênção da criatividade



Jim Mathis*

Uma das grandes diferenças entre o homem e demais criaturas é a criatividade. Em conversa recente com um amigo artista, um pintor, falávamos sobre a arte criada por um indivíduo, em contraste com aquela criada por uma equipe. Como pintor ele trabalha principalmente sozinho, assim como eu no meu trabalho como fotógrafo. Quando outras pessoas estão envolvidas em um projeto, elas geralmente são o alvo da fotografia. Fazem parte do processo. Mas a criatividade está no uso de meus olhos, cabeça e coração para criar fotos. A câmera é uma ferramenta, como o pincel do pintor ou o cinzel do escultor na criação de uma obra de arte.

Encaro minha outra profissão – a de músico – como “esporte de equipe”. Alguns músicos gostam de trabalhar sozinhos enquanto compositores ou solistas. Mas para mim a música é melhor quando feita em conjunto. O conjunto pode ser pequeno como um duo – John Lennon e Paul McCartney – ou grande como uma orquestra sinfônica.

O mesmo princípio se aplica ao mundo dos negócios. Um CEO ou executivo trabalha sozinho às vezes, tomando decisões que somente ele pode tomar. Executivos de vendas viajam sozinhos para se encontrar com clientes potenciais, na esperança de convencê-los a comprar os produtos ou serviços que representam. Usam a criatividade para determinar o que é melhor para realização de seus objetivos.

Na maior parte do tempo, porém, a abordagem como equipe é a melhor, como na formulação de estratégias, no desenvolvimento de planejamentos específicos ou na avaliação de desempenho de um departamento ou da empresa como um todo. Perspectivas diferentes levam a melhores resultados. Seja qual for o tamanho da equipe, a “mágica” acontece quando se reconhece que o todo é maior que a soma das partes. Frequentemente vemos isso nos esportes. Quando os membros de uma equipe jogam bem juntos, os resultados são melhores do que os esperados de cada um individualmente.

O grupo musical de que faço parte, o Sky Blue, foi formado porque queríamos fazer arte sob a forma de música. Quando tocamos, nossa audiência vê quatro artistas ouvindo um ao outro, respondendo ao que os outros estão cantando e participando da conversa musical de maneira tal que agrade aos ouvidos. Não somos uma banda de jazz, mas isto é o que basicamente descreve o jazz. Na maior parte do tempo, estampamos um grande sorriso no rosto por termos produzido algo que nunca antes fora ouvido e muito provavelmente não será ouvido novamente dessa mesma maneira.

* Jim Mathis, diretor executivo do CBMC em Kansas, Missouri e em conjunto com a esposa Louise, dirigem uma Cafeteria. Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes

Jornal BLEH!

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